Sinto saudades das nossas noites de outono. De sentir o calor da lareira que fazias com tanto esforço a tentar impressionar-me mas nunca conseguias e chamavas o teu avô todo contrariado. Dos velhos filmes da tua avó que víamos Tenho saudades da tua loucura principalmente, de irmos andar de baloiço no meio da noite. O frio, ai estava tanto frio e tu rias-te dos meus lábios roxos, dizias que era tudo psicológico não é psicológico Não vou dizer que não sou feliz mas era mais feliz nessa altura. Chamavas-me a atenção para as coisas simples e bonitas que nos rodeiam. Sabes a folha que encontras-te e disseste que aquela era a folha perfeita, pois bem ainda a tenho e realmente tinhas razão, nunca encontrei uma igual. Quero ouvir o teu riso outra vez, quero sentir o teu toque a moldar-me os meus caracóis Escrevo isto à beira do nosso lago, sentada na pedra onde demos o nosso primeiro abraço, o vento insiste em virar as folhas, talvez seja um sinal.
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Ora, muito obrigada eu! Bem, nesse caso, já somos duas, mas desde que me dediquei um pouco a Fernando Pessoa que a poesia se tornou mais interessante (por vezes, vá), mas acho que não possa ser considerado poema, apenas gosto de escrever naquela estrutura. Muito obrigada!
ResponderEliminarBem, realmente tens o dom da palavra, sabes? E, para mais, há muito sentimento nessas palavras, dá para ver. Não sei se o que aqui contas é estritamente real ou não, mas pelo menos, deste teu texto, surge uma brisa de sentimentos. É do melhor na escrita. Gosto muito, mesmo.
para te ser sincera, poucos são os textos que consigo ler no blog, por pequenos que sejam, para mim ler é no papel e não no visor do computador que me deixa aborrecida e com dores de cabeça. Mas por alguma razão que desconheço, prendeste-me com as tuas palavras e é o terceiro post que leio do teu blog. Gostei mesmo, de verdade!
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